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terça-feira, 4 de outubro de 2011

historia da luta-greco-romana


A história da Luta é tão antiga quanto a história do Homem.

A Luta, enquanto modalidade desportiva, aparece sempre de braço dado com os Jogos Olímpicos, quer na Antiguidade Clássica, quer na Era Moderna. As Lutas Amadoras são indubitavelmente das modalidades desportivas mais tradicionais em todo o globo e particularmente nas civilizações ocidentais.

A Luta Olímpica tem uma história fascinante com raízes profundas em virtualmente todas as grandes culturas do planeta. Provas encontradas por todo o Mundo indicam, sem margem para dúvidas, que a Luta é o desporto mais antigo praticado pelo Homem. Pinturas rupestres e gravações na pedra encontradas em França e com 15 mil anos de idade mostram formas primitivas de competições de Luta. A Luta Olímpica foi mais tarde muito popular nas culturas grega e egípcia, sendo prevalente na arquitectura de muitos templos. Existem registos de resultados de combates no Japão datados de 22 AC.

A Luta Olímpica é um desporto individual que pode ser praticado por indivíduos de ambos os sexos e ao contrário da maioria das modalidades, a Luta não favorece nenhuma altura, nenhum peso, nenhum tamanho, nenhuma raça, nenhuma classe social em particular, e não requer uma acuidade visual ou auditiva de excepção.

Apesar de a maioria dos lutadores consagrados receber pouca ou nenhuma notoriedade pública, diversos indivíduos muito famosos começaram as suas carreiras de sucesso num tapete de Luta Olímpica. Se verificarmos a listagem de personalidades de todos os tempos que praticaram Luta Olímpica encontramos com alguma surpresa os nomes de oito Presidentes dos EUA (George Washington, Zachary Taylor, William Taft, Theodore Roosevelt, Abraham Lincoln, Andrew Jackson, Ulysses S. Grant, and Chester A. Arthur), o General Norman Schwarzkoph, cientistas como Benjamin Franklin e o vencedor do prémio Nobel Dr. Norman Borlaug, artistas como Tom Cruise, Tony Danza, Kirk Douglas, Robin Williams e os portugueses João Pedro Pais e Rui Unas.

Cronologia (Breve) dos Principais Factos Históricos

5000/3000 a. C.

Descoberta em território iraquiano (antiga Suméria) uma pequena escultura em bronze que vem comprovar a prática da luta pelo povo que, na altura, habitava o local.

3000 a 2600 a. C.

Baixos relevos nos túmulos de Nomarque e na capela fúnebre de Baket, em Beni Hassan (Hesom), dizem-nos que a luta era no Egipto já neste período.

2600 a 2450 a. C.

Encontrado desenhos murais na tumba do faraó Ptah Hotep (Egipto – 5º Dinastia) reportados a esta época.

1000 a. C.

Surge a luta na Grécia, vinda, ao que se julga, dos contactos com povos asiáticos ou introduzida através do delta do Nilo durante as trocas comerciais com os egípcios.

900 a 800 a. C.

A modalidade atinge o apogeu nesta época. O relato de Homero sobre o combate entre Ulisses e Ajax é datado de 850 a. C.

708 a. C.

Na 18º Olimpíada da Antiguidade Clássica a luta é incluída no Programa Olímpico e Euribatos sagra-se como vencedor.

540 a. C.

Período em que se afirmam os praticantes mais destacados como, entre outros, Milon de Crotona, Teágenes de Tasos, Diágoras e os filhos, Hipóstenes e o filho Étimocles.

500 a. C.

O “paidotribo” (treinador) passa a ter uma acção mais interveniente nos combates travados, embora caibam aos juízes (“helladónicas”) as decisões.

175 a. C.

Herdada dos gregos, a prática da luta alarga-se ao império Romano.

23 d. C.

A luta é assinalada no Japão, parecendo, de acordo com registos existentes, ter sido um lutador chamado Sukune quem venceu a primeira prova.

858

Seiwa é proclamado imperador do Dai Nipon (Japão) depois de, após compromisso de honra prévio aceite pelos dois contendores, ter derrotado num combate de luta o outro pretendente, de nome Bontoku.

1500/1600

A prática da modalidade é recuperada progressivamente a partir desta data, com especial relevo para os povos anglo-saxões, gauleses, bretões e teutónicos. Francisco I e Henrique VIII, reis de França e de Inglaterra, travam um combate de luta (1530?) que ficou célebre e terminou com a vitória do primeiro.

1840

Na França a modalidade ganha novo alento, mercê do entusiasmo gerado pelos combates entre profissionais, irradiando para os países limítrofes em especial a Alemanha, a Grã-bretanha e a distante Turquia.

1860

Assinalado com surto de desenvolvimento bastante apreciável na Índia e no Japão.

1870

A luta livre americana, conhecida na América do Norte desde tempos anteriores, ultrapassa o continente americano e torna-se conhecida na Europa.

1875

São devidamente regulamentados os estilos greco-romana e livre.

1896

A luta, através do estilo greco-romana, é incluída no Programa Olímpico dos Jogos Olímpicos de 1896, em Atenas.

A prova disputa-se sem limite de categorias e é proclamado vencedor o alemão Carl Schumann, com dois gregos nos lugares secundários.

1898/1900

O francês Paul Pons, “O Colosso”, o turco Kara Ahmed (2), o búlgaro N. Petrov, o russo A. Aberg, o francês Laurent le Beaucairoiis, venceram os seis campeonatos do mundo (Profissionais) disputados neste triénio, respectivamente, em Paris (5) e Petrogrado.

Surpreendentemente, embora a França seja considerada uma das principais responsáveis pelo relançamento da Luta no século corrente, a verdade é que, nos Jogos Olímpicos da II Olimpíada, realizados em Paris (1900), a modalidade não figurou no programa.

Camille Bouhon e Pedro Del Negro, no Real Gymnásio Club Português e no Real Club Velocipédico de Portugal, são a partir desta data, os responsáveis pelo lançamento e dinamização da prática da luta greco-romana no nosso País.

1904

Nos JO/1904 (S. Louis) surge o estilo livre em detrimento da greco-romana.

Primeira “poule” de luta greco-romana realizada em Portugal.

1905

Com organização adequada tem lugar a segunda “poule”, sendo César de Melo o vencedor absoluto.

Realiza-se o 1º campeonato nacional, ganho – na ausência de César de Melo, por doença – por Ribeiro da Fonseca, do Clube Naval Madeirense.

1906

Nos Jogos Olímpicos de 1906 (Intercalares), que tiveram por palco Atenas, inverte-se a situação anterior, desta feita com o regresso do estilo greco-romana. Realiza-se em Lisboa o 1º Campeonato Internacional (Profissionais) ganho pelo francês Paul Pons.

1908

A partir da edição de Londres os dois estilos instalam-se definitivamente no Programa dos Jogos Olímpicos.

São introduzidas em todas as modalidades, as medalhas de prata e bronze, contrariando o conceito ancestral de que, nos Jogos Olímpicos, havia apenas um vencedor, todos os outros eram considerados vencidos.

1910

Data a partir da qual se acentua, a nível mundial, a preponderância do estilo greco-romana.

1912

Ano da fundação da actual Federação Internacional de Lutas Amadoras, sendo eleito como primeiro presidente deste organismo o sueco Einar Raberg. António Pereira e Joaquim Vital representam a luta portuguesa nos Jogos Olímpicos da V Olimpíada, em Estocolmo (primeira Missão Olímpica nacional).

1925

Constitui-se a Federação Portuguesa de Lutas Amadoras, então com a denominação de Federação Portuguesa de Atlética e Luta.

1928

Benjamim Araújo participa nos Jogos Olímpicos de Amesterdão (Luta Greco-Romana – 68 kg).

1954

Humberto Vieira Caldas (grande impulsionador do ressurgimento da modalidade) é eleito presidente da Federação.

1960

Orlando Gonçalves (Luta Greco-Romana – 57 kg – 14º classificado), António Gregório ( Luta Greco-Romana – 62 kg – 22º classificado) e Luís Vieira Caldas (Luta Greco-Romana – 79 kg – 21º classificado) participam nos Jogos Olímpicos de Roma.

1962

Luís Miramon é eleito presidente da Federação.

1967

Luís Miramon é distinguido pelo estado português com a Medalha de Bons Serviços Desportivos.

1968

Leonel Duarte (Luta Greco-Romana – 52 kg), Luís Grilo (Luta Greco-Romana – 57 kg), António Morais (Luta Greco-Romana – 63 kg) e António Galantinho (Luta Greco-Romana – 70 kg) participaram nos Jogos Olímpicos do México.

1972

Orlando Gonçalves (Luta Livre Olímpica – 57 kg – 19º classificado), Leonel Duarte (Luta Greco-Romana –52 kg – 17º classificado), Luis Grilo (Luta Greco-Romana – 57 kg – 9º classificado – melhor classificação de sempre de um lutador de Portugal nos Jogos Olímpicos) participaram nos Jogos Olímpicos de Munique.

1976

Leonel Duarte (Luta Greco-Romana – 52 kg – 15º classificado), Luís Grilo (Luta Greco-Romana – 57 kg – 11º classificado) e Joaquim Vieira (– Luta Greco-Romana – 62 kg – 13º classificado) participaram nos Jogos Olímpicos de Montreal.

Luís Vieira Caldas participa nessas Olimpíadas como Chefe de Missão.

1980

Luís Vieira Caldas participa nos Jogos Olímpicos de Moscovo como Árbitro Internacional de Categoria Excepcional (primeiro árbitro de Portugal a participar nuns Jogos Olímpicos em qualquer modalidade).

1981

Luís Vieira Caldas é eleito Presidente da FPLA e é distinguido pelo estado português com a Medalha de Bons Serviços Desportivos.

1983

Manuel Pedro Santos é eleito Presidente da FPLA.

1987

Manuel Pedro Santos e Luís Vieira Caldas são distinguidos pela Federação Internacional de Lutas Associadas com a medalha de Ouro e Norberto Rodrigues com a Medalha de Prata.

1988

Luís Vieira Caldas participa nos Jogos Olímpicos de Seoul como Árbitro Internacional de Categoria Excepcional.

José Marques participa nas mesmas Olimpíadas (Luta Greco-Romana – 52 kg – Lesionado, vê-se forçado a desistir durante o 1º combate que travava, quando dispunha de uma vantagem pontual de 4-1).

1989

João Pedro Pais obtém a melhor classificação de sempre de um lutador de Portugal num Campeonato do Mundo de Seniores (Luta Greco-Romana – 48 kg – 8º classificado).

1990

Introdução da modalidade nos programas curriculares da disciplina de Educação Física dos

Ensinos Básico e Secundário.

1992

Paulo Martins participa nos Jogos Olímpicos de Barcelona (Luta Greco-Romana – 74 kg – 14º classificado).

Mariano Pedro participa nessas Olimpíadas como Árbitro Internacional de Categoria Excepcional.

1993

Luís Fontes obtém a melhor classificação de sempre de um lutador de Portugal num Campeonato do Mundo de Esperanças (Luta Greco-Romana – 62 kg – 6º classificado).

1996

David Maia participa nos Jogos Olímpicos de Atlanta (Luta Greco-Romana – 57 kg – 17º classificado).

1997

Norberto Fernandes Rodrigues é eleito Presidente da FPLA.

1998

Luís Fontes obtém a melhor classificação de sempre de um lutador de Portugal num Campeonato da Europa de Seniores (Luta Greco-Romana – 63 kg – 6º classificado).

1999

Hugo Passos obtém as melhores classificações de sempre de um lutador de Portugal em Campeonatos da Europa e do Mundo de Juniores, respectivamente, Luta Greco-Romana – 54 kg – 2º classificado e Luta Greco-Romana – 54 kg – 6º classificado.

Luís Vieira Caldas é distinguido pelo estado português com a Medalha de Mérito Desportivo.

2000

Hugo Passos obtém a medalha de ouro no Campeonato da Europa Para Surdos (Seniores – Luta Greco-Romana – 63 kg). É considerado “Melhor Lutador do Campeonato”.

Norberto Rodrigues é distinguido pela Federação Internacional de Lutas Associadas com a medalha de Ouro.

2001

Hugo Passos obtém a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Para Surdos (Seniores – Luta Greco-Romana – 63 kg). É considerado “Melhor Lutador dos Jogos”.

2003

Débora Ferreira é a primeira lutadora de Portugal a obter uma classificação no top 10 num Campeonato da Europa (Cadetes – Luta Feminina – 60 kg – 7ª classificada).

A FPLA implementa um Regulamento Nacional de Graduações, elaborado sob a coordenação do Director Técnico Nacional, Pedro Silva e com a colaboração dos técnicos David Maia, Luís Fontes, Raul Trujillo Diaz e Sérgio Marta. Este regulamento organiza-se em 9 graduações que sistematizam uma progressão dos conhecimentos das Lutas. A graduação representa não só o domínio da componente desportiva, mas também o conhecimento e demonstração dos valores éticos e morais que o desporto das Lutas representa.

2004

Vânia Guerreiro obtém a melhor classificação de sempre de uma lutadora de Portugal num Campeonato da Europa de Luta Feminina (Cadetes – Luta Feminina – 51 kg – 4ª classificada). Hugo Passos participa nos Jogos Olímpicos de Atenas (Luta Greco-Romana – 60 kg – 21º classificado).

Norberto Rodrigues é distinguido pelo estado português com a Medalha de Bons Serviços Desportivos.

A Luta Feminina é incluída pela primeira vez no Programa Olímpico.

2005

Hugo Passos obtém a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Para Surdos (Seniores – Luta Greco-Romana – 60 kg). É considerado “Melhor Lutador dos Jogos”

A FPLA tem 5 atletas integrados nos Projectos Olímpicos, Hugo Passos, Ricardo Salvado, Ruben Moniz, Ângela Gonçalves e Vânia Guerreiro.

É criado um novo estilo de Luta, a Luta de Praia.

2006

Ana Pereira e Tiago Silva obtêm o 5º lugar no Campeonato da Europa de Cadetes em Luta Feminina (51 kg) e Luta Greco-Romana (42 kg) respectivamente.

No Campeonato da Europa de Juniores em Luta Feminina e Luta Greco-Romana Portugal obtém 5 lugares no Top 10 através de Liliana Santos (48 kg), Andreia Eleutério (55 kg); Ângela Gonçalves (59 kg) e Manuel Almeida (60 kg).

São integrados na FILA os estilos Grappling e Sambo.

2007

Vânia Guerreiro obtêm o 5º lugar no Campeonato da Europa de Juniores em Luta Feminina (51 kg). Para além deste resultado, Portugal obtém mais 2 lugares no Top 10 através de Liliana Santos (48 kg) e Ângela Gonçalves (59 kg). Também Manuel Almeida (60 kg) integra o Top 10 no estilo de Luta Greco-Romana.

A FPLA tem 7 atletas integrados nos Projectos Olímpicos, Hugo Passos, Manuel Almeida, Tiago Silva, Ana Pereira, Andreia Eleutério, Ângela Gonçalves e Liliana Santos.

É integrado na FILA o estilo Pangration Athlima.

2008

Hugo Passos sagra-se Campeão Mundial de Luta Greco-Romana para Surdos no estilo de Luta Greco-Romana (66 kg) e Vice-Campeão Mundial no estilo de Luta Livre-Olímpica (66 kg).

2009

Pedro Silva é nomeado pela FILA para integrar o seu Departamento de Graduações e Promoções no ciclo olímpico 2009-2012.


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